quarta-feira, 16 de abril de 2008

Estava eu a pensar
porque não te encontrei.
Se do vazio que já nos separa,
brotou um universo inteiro de dúvidas.

Foi um dia cinzento.
Chovia tanto, que mais parecia
um choro de desespero.
Do morno ao frio
num curto tempo.
Nem agasalhos eu tinha.

Caminhei pelas ruas empoçadas,
pesos e angústias carregava.
Os olhos secos, opacos.
A mente a se desiludir.
E me perguntava:
Para onde estou indo?
Para quem?
Ninguém respondeu!

Esqueço-me que
em tudo em que acreditamos,
sempre acreditamos sozinhos...

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