sexta-feira, 18 de abril de 2008

Árvore que vejo da minha janela
É tão grande a tua altura
Grande essa solidão
Tão pouca parece ser a tua ventura!
Quantos ramos tu terás?
Talvez cada galho um desgosto
De um Inverno logo e penoso
Longe de um soalheiro Agosto!
Nem acredito que já mal folhas tens
Cada folha um sonho teu
Alguns já por terra
Como cinza de um lume que já ardeu
Outros já velhos, amarelecidos
E esquecidos, presos ao vazio
À espera que o vento os leve
No próximo sopro deste ar frio!
Em breve ficarás despida
Perderás o que te resta da alegria da vida
E eu tal como tu ficarei à espera
De voltar um dia a ser o que era!

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