sexta-feira, 18 de abril de 2008

Sentado ao pé do mar
Vejo como uma onda é forte
Olho o céu, procuro um norte
Reparo no desenho
Que a minha sombra faz na água
Espelhando toda a minha mágoa!
Talvez leve consigo o medo
De alto sonhar!
O pôr-do-sol reflecte a sua luz
No enorme azul celeste
A noite que ameaça chegar
E uma saudade que vem…
Que olhar inesquecível
E eu sinto-me quase invisível
Apenas deixo na areia as pegadas
Que tarde ou cedo serão apagadas
Talvez pela chuva
Talvez mesmo pelas minhas lágrimas!
Espreito à beira da falésia
Como é grande o abismo que nos separa!
Esperança tão ténue
Chega mesmo a ser ingénua
Pintada num verde subtil muito fino
Incapaz de mudar o meu destino!

Nenhum comentário: