segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Irmão.

Nós dois somos a prova de quão aleatório é o momento da fecundação. Pois, das milhões de possibilidades, nascemos nós: tão diferentes e iguais ao mesmo tempo. Não temos o mesmo sexo, nem a mesma cor. O tempo nos separou por longos 6 anos e nem por isso você ficou zangado. Me recebeu como um presente. Eu era a certeza de que você nunca estaria sozinho. Pertencemos a mesma espécie. O olhar que não compreende o mundo, o corpo delgado, as idéias atípicas. Até os cachos dos cabelos que dos nós fazem graça, nos emprestando a alma infantil das pessoas sonhadoras. Ilusões, temos muitas. Amor, temos demais. Em você, transborda e alaga tudo. Em mim, transborda e me afoga. Somos feitos do mesmo pai e mãe, mas esse laço imaginário que nos une vai além do que corre nas veias e artérias. É a magia de amar alguém com quem tive que dividir o mundo, sem que isso significasse perder uma metade.

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