quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Seu rosto sobre o meu,
Uma expressão de súplica e gozo.

Nossos lábios silenciosos,
Anseiam por tocarem-se.
Às vezes sutil,
Quase sempre ferozmente.

A flor, um botão cerrado,
Fez-se surpreendente.
Desabrochou em lavas.
Uma bela rosa vermelha,
Com admiráveis pétalas em brasas.

E você como um furacão,
Estremeceu minhas bases.
Alcançou minhas raízes.
Despertou em mim,
sensações desconhecidas.
Porque não, adormecidas?

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Tempestade.

Tempestade vem depressa.
Em seu azul acinzentado.
Desaba sobre a terra a sua força!
Corta o céu com seus lastros brilhantes.
Muda a direção do vento.
Nos diga como respirar.
Depois, limpa o dia.
Deixa o sol voltar...

Sei como é a fúria.
Não fria como a sua.
A minha queima a pele.
E acelera o pulso.
Mas não posso chover.
Sempre odeio...
E volto a amar outra vez.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Complain

Fuck! I want you to stay,

Not always going away.

I hope we’ll be fine some way.

Who knows tomorrow?

I just know today.

sábado, 1 de novembro de 2008

Sedimento

Detrito resultante da erosão, sedimento.
No corpo, o tempo e o chão.
Tudo nos gasta, nos lapida.
Somos reconstruídos a todo instante.
Eternos esboços de criação.
Que mesmo não sendo arte, somos lindos.
O esforço do ensaio, o suor, as dores.
O processo de tentar caber em si mesmo.
E abrigar os aplausos e as vaias da platéia...
O personagem que se escolhe pra viver,
É uma verdade cheia de fantasias.
Um faz-de-conta feito de sensações.
Porque, real mesmo é o que fica,
Aquilo que sedimenta, conforta.
O que traz pro dia-a-dia,
A leveza dos sonhos.