sábado, 1 de novembro de 2008

Sedimento

Detrito resultante da erosão, sedimento.
No corpo, o tempo e o chão.
Tudo nos gasta, nos lapida.
Somos reconstruídos a todo instante.
Eternos esboços de criação.
Que mesmo não sendo arte, somos lindos.
O esforço do ensaio, o suor, as dores.
O processo de tentar caber em si mesmo.
E abrigar os aplausos e as vaias da platéia...
O personagem que se escolhe pra viver,
É uma verdade cheia de fantasias.
Um faz-de-conta feito de sensações.
Porque, real mesmo é o que fica,
Aquilo que sedimenta, conforta.
O que traz pro dia-a-dia,
A leveza dos sonhos.

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