sábado, 5 de abril de 2008

Tenho hoje no peito
uma mistura insolúvel de alegria e tristeza
A fluidez do encantamento
provém de seus gestos
da pureza do seu amor
Louco, tu me banhas
Faz-me parte deste oceano que nos separa
Mas sinto-me por vezes imobilizar-me
Pois que nossos sentimentos tão dispersos
Não se unem, nem se tocam
Como lava quente que repousa em rocha.

Chuva fria.

A chuva cai suave lá fora.
E sei que ela seria menos fria
Se tu estivesses ao meu lado.

Ouço uma canção de amor
Que mais bela e menos triste seria
Se seus versos distantes
Nos fizessem de fato amantes.
Como quem divide um lençol sob a lua
E contempla o mesmo amanhecer.

Ao findar, a música dá lugar ao silêncio
Que seria mais doce
Se sua voz branda
A dizer-me de amor, eu ouvisse.

Ah, se meu desejo fosse
de algum jeito mágico.
E num suspiro te trouxesse pra mim...