quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Seu rosto sobre o meu,
Uma expressão de súplica e gozo.

Nossos lábios silenciosos,
Anseiam por tocarem-se.
Às vezes sutil,
Quase sempre ferozmente.

A flor, um botão cerrado,
Fez-se surpreendente.
Desabrochou em lavas.
Uma bela rosa vermelha,
Com admiráveis pétalas em brasas.

E você como um furacão,
Estremeceu minhas bases.
Alcançou minhas raízes.
Despertou em mim,
sensações desconhecidas.
Porque não, adormecidas?