sexta-feira, 3 de julho de 2009

Homenagem ao artista e irmão.

Gosto de me lançar sem medo, seja num sofá ou em abismos obscuros. Por tempos, preferi, dentre todas as cores, o cinza. E nas cinzas dores do meu caminho me findei e reiniciei minha arte e meus tormentos repetidas vezes. Porque eu ia das cinzas às cores mais chocantes, daquelas que constrangem a retina. (Espera, tive uma ideia!). Meus tons de louco deslocado no tempo-espaço me feriram e fortaleceram. Sangrei nos papéis mais improváveis. Fui muitas vezes catapultado pelos meus próprios experimentos tão visionários quanto incompreendidos. Como é cruel enxergar a paleta de cores da vida sozinho! A arte me desenhava um contorno de isolamento. O nanquim era sombrio, fechado e angustiante.(Espera, tive uma ideia!). Mas a expressão das ideias acontece no contraste luz/escuridão. E num movimento circular de continuidade, tao escuridão se dissolveu no seu complemento iluminado. Vi as difrações do meus ousados e genuínos quereres pondo-me num interrogatório onde regurgitei meu gênio das cores e voltei a sorrir. Não como tolo, e sim, satisfeito de voltar a acreditar no poder de ser eu mesmo sem perder o vínculo com o real criado por aqueles de alma estreita e mente sã demais.

Um comentário:

Alexandre Soma disse...

VAI TOMAR NO CÚ!!! QUE TEXTO FODA!!! NUNCA NIGUÉM ME DEFINIU TÃO SABIAMENTE!! QUE FUDIDO!! QUE DEMAIS!!!!