sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Desilusão

A desilusão é um entorpecente bastante eficaz. Limpa a mente, esclarece as ideias, nos faz pensar de um ponto de vista mais neutro. Não há emoções intensas envolvidas. É um torpor silecioso onde se ouve apenas a própria voz te perguntando “onde estava a sua cabeça?” A gente nunca sabe. Estava recheada de fantasias românticas, de expectativas sem fundamento, euforia apaixonada? Talvez um pouco de cada.
Sei que desiludidos veem tudo com seriedade demais. Qualquer cena de amor num filme parece algo incompreensível e ilusório. Não se pode compartilhar a emoção nos olhos daqueles personagens apaixonados. O envolvimento amoroso visto nos casais pela rua parece exagerado e coreografado para parecer belo e colorido, fazendo você se sentir em preto e branco. Nem se consegue ficar mais triste. Já passou. Ficou só uma apatia que nos protege de impulsos precoces de apaixonamento, até que estejamos reestruturados pra tentar de novo...

3 comentários:

Eliana / Lu Maria disse...

Verdade pura!!! E quem nunca teve uma ilusão?! Ilusão, desilusão... duas faces de uma mesma moeda que colorimos e descolorimos tantas vezes involuntariamente! Esse texto me deixou saudosa dos amores mais puros que tive: os desiludidos!!

Grande abraço e bom finds!
LU MARIA

PS: Amei as imagens do impressionismo. Alguma de Renoir? Hein, hein? Amooooo esse cara!! Rsrs.

Mônica Lobo disse...

"Desilusão, desilusão
Danço eu, dança você
Na dança da solidão..."

São imagens de todo o movimento Impressionista. Amo!!!! São pinceladas cheias de emoção!

Beijos.

Mônica Lobo disse...

Aliás, sua imagem é uma das minhas pinturas favoritas. Linda!