quarta-feira, 28 de outubro de 2009

O 12 é perfeito.

Eu não escolhi o dia do meu nascimento, foi ideia da minha mãe. No dia 12, um médico intrometido invadiu minha praia e me tirou da tranquilidade da minha água quentinha. Nem chorei, só de raiva. De castigo, levei uma palmada e tive que reclamar para não me confundirem com um saco de pancadas de quase 4kg. Minha mãe escolheu essa data por achar bonita, sem saber que esse número tem significados mais profundos. Dizem que é o símbolo da perfeição, o equilíbrio entre o masculino e o feminino. Mamãe mandou bem, já que sem saber me desejou uma vida equilibrada e perfeita. Mas, só esqueceu de um detalhe: nascendo em setembro, qualquer um corre o sério risco de acabar sendo regido pelo signo de virgem. Não que eu tenha algo contra, quer dizer, como típica virginiana, sempre tenho alguma crítica pra fazer, mas não vem ao caso. O problema foi juntar a numerologia e a astrologia e jogar em cima da minha cabeça. Só podia deixar sequelas... Para completar, meu mapa astral tem como título “A busca pela sabedoria”.
Uma pessoa que nasce no dia do equilíbrio, sob o signo da perfeição, com uma vocação pela busca da sabedoria não pode ser uma pessoa normal. Tenho muitas qualidades que não reconheço, muitos defeitos que supervalorizo, muito conhecimento que sempre parece insuficiente e muita dificuldade para entender porque as coisas não funcionam quando tudo parece tão... perfeito. Milhares de pensamentos contraditórios e aleatórios tanto infernizam quanto me trazem boas reflexões. Dos dois efeitos, transformo tudo em texto, ou quase tudo, para aliviar a pressão intracraniana. Acabo falando muito também, os amigos que o digam. O melhor desse pensar no stop são as crias: piadas, trocadilhos infames e muitas risadas.
Pois é, para sobreviver a essa vocação para a neurose, tive que me tornar uma pessoa compreensiva com a elasticidade do universo e com a aleatoriedade da vida para enxergar perfeição no que é mutável. Estou buscando o equilíbrio de poder enxergar o mundo como uma obra de arte em movimento. E me inserir nesse fluído cósmico, misterioso, vacilante que me apavora e me fascina. E como ninguém é perfeito, resmungo de vez em quando, fico irritada, tento dá um pontapé na bunda do universo pra ver se ele se move à contento. Bobagem, ele sempre mostra a bunda pra mim, dá uma careta e ignora minha patética tentativa de controlar seu tempo. Eu acabo achando graça da minha teimosia, sempre...

5 comentários:

Tatiana disse...

amigaaaaa...texto perfeito...!!!!
a cada dia q passa vc se supera e faz textos mt bem escritos....!!!

mil beijinhos

Mônica Lobo disse...

Obrigada querida! Sinta-se em casa sempre! ;D

Alexandre Soma disse...

Prefiro dizer que o texto está bom. Perfeito aumentaria ainda mais a neurose, ou não...

Anna Anjos disse...

A lucidez de pensamento e a clareza das ideias. Suas palavras, a diretriz de um bem viver! :)

Mônica Lobo disse...

;D