quarta-feira, 6 de maio de 2009

Tempo injusto, severo.
Tempo que divide o tempo.
Você, uma metade.
Eu, inteira o tempo.
Minutos passeiam por você.
Horas me atropelam.
Sou condenada do tempo.
Você, dele sagrado.

Novos desenhos
Ele traça no meu rosto.
Outra geometria
Ele cria no seu.
Revela meu corpo exuberante.
O seu, a todo instante mutante.

Seus olhos de mel, magnéticos.
Tão doces como o pecado.
Fazem par com seu sorriso.
Generoso e iluminado.

Em seus cachos macios,
semelhantes aos meus.
Minhas mãos me condenam
Aos encantos seus...

Em seu gosto.
de esquecer o mundo.
Eu saboreio a vida.
Como posso
este caminho
me negar a ida?
Nossa casa tem uma janela
que se abre para o mundo.
A desconhecida porta
o inimaginável.
Prova sem retorno
os novos tempos.

Seja amplo!
Acolhe em si
o não saber
e o querer mais.
Dê-me a mão.
Guia-me no caminho estranho
do seu peito.