quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Amiga-vos

Tenho dentro da memória,
em repouso aveludado.
Quase como porta-jóia,
seu rosto emoldurado.

Habitante espaçosa,
não nego que você seja.
Mas jamais declinaria,
tão astuta que sou,
que sua mão estenderia,
eterna e fraterna gentileza.

Se tem em mim,
terras cardinais vastas...
Não foi por invasão, enfim,
foi por me carinhar com suas graças.

Sei que os dias,
entre nossos sonhos declarados.
Já se vão longe,
Ternos, falhos, humanos.
Escancarados.

Cultivamos como flor,
suave, perfumada,
espinhosa, porque não?
Nossa amizade encantada.

O tempo nos enlaça,
um avesso de ilusão!
Já nem sei mais como seria,
A vida!
Sem essa nossa união.