sábado, 19 de dezembro de 2009

Natal

Amo meus pais,
não pelo de costume,
pela fusão inicial,
pelo atrever-se a dar vida...

Sei que o criador
tem paixão inevitável,
indissolúvel e visceral
pela criatura.

Esta, como parte de si
como fim surpreedente,
que é!
Por tal feito, deve gratidão...

Mas, amor...
Amor se cria.
Se a cria como tal,
olha atenta a sua origem,
Vê além de seu ego umbilical,
fetal, carnal.

Se fui nascida, nata,
suspensão de pureza angelical.
Sorte foi a minha,
de ver luzir
a liberdade contrátil,
o seio frutificado maternal.

Mas, amor...
Amor se cria.
Se a criatura como tal,
vê-se uma,
como paixão de dois.
Vê-se alma esculpida.
Divina obra da natureza!

Existir, como existem pedras
Não há nada mais natural
Existir, como existe o amor,
Não há nada mais monumental!

Respiro, suspiro,
desfruto do aroma da chuva,
pois assim eles se amaram.

Sorrio, sonho,
vivo nas nuvens do tempo,
pois assim eles se alegraram.

Compartilho, celebro,
me emociono com o sol nascente,
pois assim eles viveram.

Amaram, se alegraram, viveram.
Eu!
Amam, se alegram, vivem.
Nós!
Amamos, nos alegramos e vivemos.
Família!