quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Meu Veneno

Atrás de meus olhos
Dorme uma lagoa profunda
E o céu que trago na mente
...Meu voo jamais alcança

Há no meu corpo um incêndio
Que queima sem esperança
A própria terra que piso
Vira um abismo e me come

Corre em meu sangue um veneno
Veneno que tem teu nome

(Milton Nascimento)

Nenhum comentário: