quarta-feira, 24 de março de 2010

Ciranda do vento

E-mo-ti-va.
Cheia dessas dores de viver.
De ser feliz.
Como um vento rasteiro.
Passa cheio, travesso.
Eleva a poeira densa,
bagunça os pensamentos,
mistura às lembranças.

Vão bailando devagar.
Pensamento e lembrança,
dançam como par.
Rodopiam, se exibindo.
Querendo me conquistar.
Cada passo, um afeto.
Uma alegria serena.
Uma alegria chorosa.

E o vento:
minha trilha musical!
Embala essa ciranda,
embola essa poeira,
leva o meu fôlego
e deixa lágrimas...
de alívios, de saudades,
de sentimentos plurais
demais...
Vento,
passa por mim,
pra mim,
de mim.
Deixa os pares
da minha reconstrução.
Leva os descompassos
do meu coração.