terça-feira, 27 de julho de 2010

Saudade.


Tem dia de saudade.
Uma dorzinha alfinetada
em pleno sol de inverno.
Aquele azulzinho tranquilo,
aquele ventinho gostoso
e parece abafado.
Algo faltando
e ninguém se importa!

Refletida.

Tem saudade de dia.
Um alfinetezinho dolorido
em pleno inverno no sol.
Aquela tranquilidadezinha azul
aquela gostosurazinha de vento
e o abafado aparece.
Falta alguma
e ninguém importante!
Não tenho mais
aquela inocência.
Não guardo mais
aquelas lembranças.
Aquelas cartas minhas...
Ainda sou eu?
Em quantas caixas
me guardei?
Em quantos pensamentos
me guardaram?
Dá-me um lápis
de cor vermelho.
Dá-me esperança.
Seja lá quem for seu dono...

Aquela inocência
não me tem mais.
Aquelas lembranças
não me guardam mais.
Aquelas que sou...
Ainda são minhas cartas?
Em quantas de mim
me encaixei?
Em quantos guardados
me pensei?
Rabisque-me uma dádiva
de vermelho colorido.
Espera-me numa dádiva
Seja dono do que for...
(Rangel)