segunda-feira, 25 de julho de 2011

Seja lá o que for, seja lá onde for.
Seja!
Nem seria, nem serei.
Ser agora o que não foi e o que amanhã não será também.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Te adoro.

Te adoro no sentido inteiro de adorar.
Meu adorado!
Não como divindade inalcançável.
Meu adorado!
Alegria que chega na alma.
Sorriso cheio, certeiro.

Adoro como sou desejo.
Como sou mulher que incendeia.
Adoro sê-lo em você!

Adoro querer olhar cada detalhe do seu rosto.
À espera por seu cheiro inebriante.
Adoro ainda mais senti-lo.

Adoro nosso dialeto amoroso.
E o tanto de vida permeando nossas palavras.

Adoro como você é obscenamente charmoso.
Me canta, me encanta, me toma.

Adoro o sentimento inexplicável de te adorar!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Loucos e Santos

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.
Oscar Wilde
Te quero nas proximidades da minha pele quente.
Tão perto que nem precise de roupa.
Tão delicioso que nem precise de fome.
Tão intenso que nem precise do mundo!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Olho o céu espelhado
e te vejo no vapor das nuvens.

Seus olhos de contornos negros,
riscados, acolhidos pela face robusta.
Seus olhos sorridentes,
salientes, brilhantes...
Seus olhos de sonhador barroco,
de filósofo de sabedoria de outros tempos.

Seus olhos me observam,
decoram meus contornos.
Me desejam nos reflexos infinitos do espelho.
Olhos históricos, eufóricos.
Olhos respeitosos à imobilidade majestosa,
à liberdade sedutora de ser o que é.
De ser inteiro, espaçoso
e absolutamente irresistível!
Corpo macio,
esparramado como calda de chocolate.
Em toda a sua beleza suculenta,
lenta e intensa.

Quero comê-lo,
como apaixonada degustadora que sou!
Comer sua luxúria, seu afeto, sua força...

E te amar,
como cuidadosa semeadora das riquezas do mundo.
Da riqueza de ter perto,
de ser assim, feliz.







domingo, 13 de março de 2011

Minha concentração está perdida em algum lugar entre a paixão e o fim do mundo.

domingo, 30 de janeiro de 2011

O amor é sereno quente.
Precipita meus desejos.
Eles deslizam,
efervescem...
E, eu, sublimo!


O amor me rouba o norte
com seu beijo úmido e indecente!
À meia luz, o corpo inteiro.
Faz que me deixa,
e me deixa louca.
Me deixa em Júpiter!
E regressa intenso.

Ri do gozo que me entorpece.
Sem jamais resistir ao sabor
do meu furor entorpecido.

Como nunca antes

Que sentimento é esse que de tão bom parece fazer cócegas na minha alegria?
Que acolhe minha paz em seu corpo macio.
Que descobre os gostos dos meus desejos como ninguém...

Que sentimento é esse que deixa a minha pele quente, sem eu me queimar?
Que me invade, me provoca e me devora.
Que adoça meus gemidos com sua voz deliciosa.
Me deita, me morde, me rouba do mundo ordinário...

Que sentimento é esse que não cabe em mim?
Que não cabe nem entre essas palavras.

Que sentimento é esse que me come e ainda assim eu me sinto inteira?
Inteira como nunca antes.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011