domingo, 30 de janeiro de 2011

O amor é sereno quente.
Precipita meus desejos.
Eles deslizam,
efervescem...
E, eu, sublimo!


O amor me rouba o norte
com seu beijo úmido e indecente!
À meia luz, o corpo inteiro.
Faz que me deixa,
e me deixa louca.
Me deixa em Júpiter!
E regressa intenso.

Ri do gozo que me entorpece.
Sem jamais resistir ao sabor
do meu furor entorpecido.

Como nunca antes

Que sentimento é esse que de tão bom parece fazer cócegas na minha alegria?
Que acolhe minha paz em seu corpo macio.
Que descobre os gostos dos meus desejos como ninguém...

Que sentimento é esse que deixa a minha pele quente, sem eu me queimar?
Que me invade, me provoca e me devora.
Que adoça meus gemidos com sua voz deliciosa.
Me deita, me morde, me rouba do mundo ordinário...

Que sentimento é esse que não cabe em mim?
Que não cabe nem entre essas palavras.

Que sentimento é esse que me come e ainda assim eu me sinto inteira?
Inteira como nunca antes.