segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Línguas afiadas,
peçonhentas.
Praguejam.
Reclamam do dia,
desdenham da noite.
Apontam cáusticas certezas
nas faces alheias.

Se exibem.
Cultivam alta estima
por si mesmas.
O que sobra em ousadia,
falta em ideias novas.
Planos, saídas... Nada!
Nenhuma fagulha inovadora.

São línguas inúteis.
Não beijam,
nem saboreiam a vida.
Apenas cospem grosseria estéril.

Nenhum comentário: