quinta-feira, 7 de março de 2013

Oficio árduo este de investigar o mundo.
Tantos para quês!

Existir não basta.
Mergulha-se no abismo.
Sozinho, despedaçado, impetuoso!
Abismo de si mesmo.
Infinito abissal de idéias abstratas.

Quem vai entender a desconstrução?
A aniquilação do conforto de saber tudo de si,
Saber tudo de tudo.
Certezas, certezas...
Todas perdidas, desacreditadas.

Riso e choro intercalam-se.
Ritmados, enlouquecidos, enfadados.
Para quê?!
Para que sair do eixo? 
Para quê andar tão longe de si mesmo?

Talvez para se olhar de frente.
Ali, cara a cara.
Por todos os ângulos.
E descobrir ser muitas vidas numa só.
E sendo muitas,
Talvez possa olhar o mundo, assim...
Com mais generosidade e rigor.
Generosidade para acolher o diverso.
Rigor para desejar o melhor.

Sendo o diverso e o melhor tão relativos,
As perguntas seguem vivas.
As respostas seguem fugidias.



quarta-feira, 6 de março de 2013

Amizade é o quê?
Carinho? Cumplicidade? 
Vínculo desejado? Escolha livre?
É saudade que se sente?
É conforto que se tem?

Amigo é o quê?
A quem amamos sem romance?
Com quem compartilhamos idéias, vícios até?
"Que me entende do início ao fim"?
Ou não entende, mas respeita?
Admira o diverso, o autêntico.

Começa onde? Acaba quando?

Amizade tem fim? Tem começo?
Amigo fica e vai e volta?
Ou nem precisa voltar? Ou ficar.
É e pronto. 
E volta e fica. 
E vai de novo.

Sempre esteve. 
Sempre estará...
Sempre estarei?
Sempre estarão?