quinta-feira, 7 de março de 2013

Oficio árduo este de investigar o mundo.
Tantos para quês!

Existir não basta.
Mergulha-se no abismo.
Sozinho, despedaçado, impetuoso!
Abismo de si mesmo.
Infinito abissal de idéias abstratas.

Quem vai entender a desconstrução?
A aniquilação do conforto de saber tudo de si,
Saber tudo de tudo.
Certezas, certezas...
Todas perdidas, desacreditadas.

Riso e choro intercalam-se.
Ritmados, enlouquecidos, enfadados.
Para quê?!
Para que sair do eixo? 
Para quê andar tão longe de si mesmo?

Talvez para se olhar de frente.
Ali, cara a cara.
Por todos os ângulos.
E descobrir ser muitas vidas numa só.
E sendo muitas,
Talvez possa olhar o mundo, assim...
Com mais generosidade e rigor.
Generosidade para acolher o diverso.
Rigor para desejar o melhor.

Sendo o diverso e o melhor tão relativos,
As perguntas seguem vivas.
As respostas seguem fugidias.