sábado, 8 de fevereiro de 2014

Saudade daquele mar.
Meu por direito.
Pois que a ele dediquei
amor incondicional.

 Como resistir ao azul
dos seus olhos?
E seus braços longos
arenosos e febris.

Deitava-me no silêncio
 das ondas espumantes
 de seu desassossego.
Feliz!

No inverno,
 seu humor acinzentado
me arrepiava o corpo inteiro.

No verão,
 repousava alaranjado
 sobre minha pele quente.

 Mas o tempo,
Implacável,
 Passou por nós em cheio.
Levou minha inocência.
 Tirou você de mim.

Hoje sonho.
Revivo os passos macios.
 O vento aveludado.
 E caminho por seus limites.

 Atravesso ondas
que quebram minhas memórias.
 Estes doces e alvos grãos.
 Areia que o tempo leva.
E traz de volta.
E leva outra vez.

A saudade é assim,
nunca morre.
Vive quieta e serena
dentro de mim.

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