sábado, 15 de fevereiro de 2014

Bambuzal

O bambu balança,
balança.
O vento fugidio
sopra a dança.

E trança.
Crinas douradas,
os caules verdes
galopam.

Selvagens!

Correm sua liberdade
de planta enraizada.
Remam em terra,
rio abaixo.
Corredeiras,
pedras,
cachoeiras.
Mar aberto!

No azul imaginário
do horizonte desses versos,
eles rumam ao infinito.