quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

No meu deserto particular
A chuva chega devagar
Gota aqui, gota ali
Não há para onde ir

De repente, céu cinzento
Mas eu espero um momento
Não posso crer que a vejo
Em seu ilusório gracejo

Desta vez, que engano meu
Não sei o que sucedeu
Sei sim!
É sempre assim!

Chega emproada
Faz que nada
Estufa o peito
Sopra com efeito!

A água cai densa
Mas sem ofensa
Inunda de um jeito...
Sim, me diz respeito.

Emoções demais
Tão reais...
As ondas me engolem
Me acolhem

Nem tento não me afogar.